Welcome to the first unofficial Portuguese/English fan-site for the portuguese-american actress Daniela Ruah. She starred for 14 years in the worldwide famous CBS tv show NCIS: Los Angeles. We have no affiliation nor do we represent Daniela in any way. This is just a work of a fan. ENJOY!
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DanielaRuahFans Celebrating 15 Years Online


Daniela Ruah: “Tive mesmo de construir uma personagem para apresentar ‘Os Traidores”

A NiT entrevistou a célebre atriz portuguesa que agora apresenta o programa de domingo da SIC.

Entre 2009 e 2023, Daniela Ruah foi Kensi Blye em 320 episódios de “NCIS: Los Angeles”. A atriz portuguesa, que hoje tem 39 anos, afirmou-se como um rosto conhecido na televisão norte-americana — mas também em canais de muitos outros países, já que a série era transmitida por todo o mundo.

Desde 9 de abril, porém, que ocupa as noites de domingo da SIC. Daniela Ruah é a apresentadora de “Os Traidores”, um programa em que os concorrentes competem em desafios por um prémio monetário final — mas pelo meio dos “fiéis” encontram-se três “traidores” que os vão eliminando aos poucos.

Este foi o pretexto para a NiT falar com a atriz sobre o novo projeto e a fase da carreira que atravessa neste momento.

Quando lhe perguntaram se queria apresentar “Os Traidores”, o que lhe agradou mais à partida?
Eu já tinha visto os programas noutros países, conhecia o formato, já me era familiar, portanto não foi preciso explicar-me muita coisa. E obviamente gosto de trabalhar em coisas que também gosto de ver [risos]. Não é para me ver a mim própria, atenção, mas é só porque é o género de programa que gosto de ver. E esta apresentadora está em personagem também. Portanto, pude incorporar a parte da apresentação mas também a minha vertente de atriz. Porque quem já viu o programa vê perfeitamente que não é o meu feitio diário que ali está, mas sim uma personagem que se enquadra no tom do formato.

Essa é uma perspetiva interessante, porque uma pessoa quando está a apresentar também desenvolve uma certa persona que é diferente de como é na vida real, não é?
Depende do projeto, lá está. Por exemplo, na Eurovisão ou quando faço o Super Bowl Greatest Commercials — um programa que faço aqui antes da Super Bowl — isso sou mais eu no sentido em que sou mais brincalhona, é um feitio meu mais genuíno dentro da postura de apresentadora. Agora, aqui em “Os Traidores”, tive mesmo de construir uma personagem. Fomos observando os apresentadores dos outros países e existe uma linha de continuidade.

Foi um desafio construir essa personagem para este programa?
Não foi um desafio porque achei logo a ideia divertida. As próprias falas e aquilo que tinha de memorizar — claro que houve algumas coisas improvisadas porque naturalmente íamos interagindo com os concorrentes —, mas o próprio tom da escrita foi tão claro… E depois de ter visto vários episódios dos outros países, foi fácil entrar nesta personagem, foi muito claro desde o princípio. E depois foi fácil porque eu queria este desafio, era uma coisa completamente nova, que nunca tinha feito. Nunca tinha misturado a representação com a apresentação e por isso é que também aceitei o desafio, porque achei giro.

A vertente de apresentação sempre foi algo que lhe interessou?
É engraçado, porque a parte da apresentação… Desde miúda que sabia que queria ser atriz. Sabia que gostava de dançar. E a realização surgiu nos últimos quatro, cinco anos. Mas a parte da apresentação, apesar de estar presente na minha vida há 20 anos, nunca foi uma coisa intencional como foi a representação e depois a realização. Ou seja, comecei no “Cinebox”, na TVI. Quando acabei a faculdade não sabia se ia trabalhar ou não… Até arranjei um trabalho num bar, o Coconuts, em Cascais, porque não sabia quando ia trabalhar e queria começar a ganhar. Sempre tive esse conceito de responsabilidade, e não tinha ego, desde que fosse um trabalho sério e que me pudesse sustentar. E foi nessa altura que me ofereceram um papel de apresentadora no “Cinebox”. Nunca tinha apresentado na vida e foi aí que aprendi muitas técnicas de apresentação, a forma de falar, de falar para a câmara, usar o teleponto, todas essas coisas aprendi no “Cinebox” e depois fui desenvolvendo ao longo dos anos e conseguindo pequenos trabalhos como apresentadora que no fundo vieram ter comigo. E comecei a gostar e a criar uma personagem de mim própria, em versão apresentadora, que pelos vistos funciona porque continuo a arranjar trabalho [risos]. Mas, sim, nunca foi uma carreira intencional. Foi acontecendo. Mas adoro — ainda agora vou apresentar os IPMA, os International Portuguese Music Awards, para celebrar a cultura musical portuguesa fora de Portugal.

“Os Traidores” acaba por ser um marco no seu percurso enquanto apresentadora visto que se trata de um programa importante, de horário nobre, na SIC. Agora existe mais essa intenção, de apostar na apresentação, ou nem por isso e depende do projeto que for aparecendo?
É mais por aí. Eu vou sempre apostar naquilo que me preencher criativamente. Sendo mãe, prefiro sempre estar ao pé dos meus filhos. Mas obviamente tenho que trabalhar. Portanto, para estar longe dos meus filhos e da minha vida de casa, tem que valer a pena. E quando me sinto criativamente preenchida a fazer um trabalho que é diferente ou que me desafia, normalmente aceito esses trabalhos. E depois também já conheço o Daniel Oliveira há muitos anos. Quando ele fala comigo e diz “tenho aqui um projeto giro para fazeres”… Posso não aceitar logo, ou pode ser algo que não me interessa fazer naquele momento, mas dou sempre ouvidos ao que o Daniel sugere. Já nos conhecemos há muito tempo, somos amigos de longa data e neste caso ele ofereceu-me um trabalho que fazia sentido aceitar e que eu já conhecia, portanto foi mesmo só uma questão de conciliar as datas, porque na altura ainda estava a acabar a série.

De certeza que as gravações foram bastante intensas. Foi esse o maior desafio?
Acho que sim. Foi o maior desafio mas foi algo que se tornou numa coisa muito bonita também. Ou seja, foi um desafio porque gravávamos 15 ou 16 horas por dia, mas quando estamos rodeados de uma equipa técnica que trabalha as mesmas horas ou mais — porque depois vou dormir e eles ainda ficam a arrumar o equipamento e andam a carregar as coisas de um lado para o outro e organizam a parte logística. Isso obviamente que, vivendo numa bolha desafiante de poucas horas de sono e muitas de trabalho, acabamos por nos unir muito e criar uma mini família. Isso traz muito conforto, sabermos que não estamos sozinhos naquele cansaço físico e mental. Mas adorámos todos trabalhar. E eu também fazia questão de aprender as falas o melhor possível porque a repetição cansa. Ou seja, se não faço o meu trabalho como deve ser, a equipa tem de ficar mais tempo à espera que eu faça a minha parte. Isso também tem a ver com o respeito que temos uns pelos outros, não é? Eles preparavam-se o mais depressa possível, eu também. É mesmo um trabalho de equipa. Se uma pessoa no dominó não faz a sua parte, os outros todos caem.

Independentemente de qual for o projeto, esta área exige sempre um grande trabalho em equipa. Mas é muito diferente trabalhar com atores ou com concorrentes, que não são profissionais da área. Como foi para si essa parte?
Foi uma jornada interessante e isso para mim foi um dos desafios. Porque gosto muito de pessoas. Gosto de interagir e de conhecer pessoas e saber o que lhes faz bater o coração. Infeliz ou felizmente, porque faz parte do formato, aqui não podia interagir com os concorrentes sem ser à frente das câmaras. Porque não me queria descair — há muitas coisas que sei sobre os concorrentes que eles podem não querer partilhar uns com os outros ainda. Sei lá, o que fazem da vida, se têm ou não família… Isso cabe aos concorrentes revelarem o que quiserem de si próprios aos outros.

Até porque pode mexer com a dinâmica do jogo.
Exatamente. E o que seria de mim influenciar o jogo de qualquer forma. Portanto, essa parte para mim foi difícil porque comecei a afeiçoar-me muito aos concorrentes, mas de longe. A achar-lhes piada, a rir-me e tudo, mas a tentar manter a postura. E no princípio das gravações, quando fazíamos as entrevistas um a um, as pessoas tinham uma conversa comigo, eu fazia as perguntas e depois ficávamos sentados, sem falar, a olhar um para o outro, a fazer planos de corte. Só que, lá está, eu estou habituada a isso. Não me sinto constrangida a ficar em silêncio a olhar para uma pessoa à espera que me filmem a cara. Mas alguém que não tem essa experiência e conhecimento… ficam super constrangidas. E eu queria explicar: fiquem sentados aí, vamos só fazer uns planos. Mas a produção disse para eu não dizer nada. Também fazia parte de criar aquele… “estou-te a sentir um bocadinho desequilibrado neste ambiente”, porque isso também ajudava a interação das pessoas, faz parte da experiência não perceber bem o mundo em que estão a entrar, como o programa tem esta componente de mistério.

Estava também a falar sobre a vontade de fazer trabalho atrás das câmaras. É nisso que está a planear apostar mais nos próximos tempos?
Estou sempre a apostar em tudo [risos]. Ou seja, enquanto aposto numa coisa, vou mandando as minhas self-tapes para os castings, como qualquer ator. Mas não posso obrigar as pessoas a dar-me trabalho, tenho de esperar até aparecer o projeto perfeito para mim para começar a trabalhar nele. Enquanto vou fazendo isso como atriz, vou criando o meu próprio conteúdo — sempre disse que qualquer pessoa nesta indústria pode fazê-lo. Ninguém nos impede de pegar num lápis e escrever, nem de pegar numa câmara e filmar. Depois hei-de fazer um anúncio mais oficial, mas no ano passado comprei os direitos de um livro e estou com esperança de transformá-lo num filme e estou neste momento a trabalhar nisso, estou a desenvolver o guião com uma escritora e vamos em breve começar a fazer o pacote para começarmos a fazer o pitch para potenciais investidores. Eu não consigo estar quieta [risos]. Quando fui para Nova Iorque com o intuito de tentar criar uma carreira aqui nos Estados Unidos, não vim sem nada para fazer. Vim e inscrevi-me na escola. Ou seja, fui fazendo aulas e fui aprendendo à medida que estava a tentar criar uma carreira. Não consigo estar quieta, tenho de estar sempre a atirar o barro à parede para ver o que é que pega [risos].

Mas também é uma fase distinta, porque obviamente durante os anos em que esteve na série “NCIS: Los Angeles”, tinha esse trabalho principal, mesmo que fosse fazendo outras coisas pontualmente, o que lhe dava um grau de estabilidade e ocupação diferente. Como está a encarar esta nova fase?
Esta nova fase dá-me mais tempo para fazer estes tais projetos, mas sou mãe de duas crianças pequenas e tenho um marido. Se tenho mais tempo para poder passar com eles, isso é uma bênção, é ótimo. Porque já sei que o próximo trabalho que vier pode tirar-me de casa durante uma ou duas semanas, ou um mês ou o que seja. Não sei o que o próximo trabalho pode trazer em termos de tempo, por isso aproveito ao máximo. Levo os miúdos à escola todos os dias, trabalho durante o dia e faço as minhas coisas. Faço algum exercício, vou buscá-los à escola e depois da escola eles têm imensas atividades. Jogam futebol, fazem ginástica, têm explicações, aulas de arte, aula de violino… São crianças muito ativas que requerem atenção. Obviamente faço muito parte disso, sou chauffeur [risos] — como os pais são, nestas idades — e poder fazer parte disso no dia a dia, sem faltar a nada… Foi por isso que tive filhos, para fazer parte da vida deles [risos].

Mas se houvesse a hipótese de começar um projeto de longo prazo, como uma série que eventualmente poderia ter várias temporadas, seria algo que lhe agradaria? Ou neste momento está à procura de fazer trabalhos mais esporádicos e não tão longos?
Não tenho essa decisão tomada. Quando vier alguma oferta de trabalho em particular, avalio o que faz sentido.

E gostaria de fazer mais trabalhos em Portugal? Como “Os Traidores” e participou também na próxima série portuguesa da Netflix, “Rabo de Peixe”.
O papel no “Rabo de Peixe” é pequeno, atenção [risos]. Na altura ainda estávamos a gravar o “NCIS: Los Angeles” e infelizmente não tinha muito tempo para dar, mas consegui fazer um apontamento. Eu e o [criador] Augusto Fraga queríamos os dois que eu participasse de alguma maneira [risos]. Gosto imenso dele, fiz o meu anúncio da Água das Pedras com ele há não sei quantos anos na África do Sul, e ele tem uma cabeça criativa e uma estética super interessantes. Há pessoas com quem quero trabalhar, seja um papel grande ou pequeno, que nos ensinam e trabalhar com elas preenche-nos. Mas Portugal está sempre nos nossos planos. Só que, lá está, para eu ficar longe dos meus filhos, tem que fazer sentido.

Faria uma segunda temporada de “Os Traidores”, caso existisse essa possibilidade?
Sim, diverti-me mesmo muito a fazer o projeto. Adorei trabalhar com a equipa da Shine, acho que trabalharia com aquela equipa em qualquer coisa.

 

 


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