Welcome to the first unofficial Portuguese/English fan-site for the portuguese-american actress Daniela Ruah. She is currently starring in the worldwide famous CBS tv show NCIS: Los Angeles. We have no affiliation nor do we represent Daniela in any way. This is just a work of a fan. ENJOY!
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FONTE: PÚBLICO

Texto: Joana Amaral Cardoso
9 de Abril de 2020

“Interpreto mulheres com força, nem que seja mental”: estrela de série americana de massas, a actriz volta à ficção portuguesa com uma história que evoca a sua memória familiar da II Guerra. Uma conversa que contrasta a escola Lee Strasberg e a escola das novelas, a estabilidade e, claro, a covid-19.

PAUL SMITH

“Olá, desde há 12 anos!”
Do outro lado do ecrã de um computador, Daniela Ruah está em Los Angeles em vez de voltar a Lisboa para o lançamento da sua nova série, o primeiro trabalho de ficção que faz em Portugal desde 2008. A Espia, que se estreou na RTP1 dia 8, é o pretexto para uma entrevista que decorre também quase 12 anos depois de uma conversa do PÚBLICO com uma actriz de 25 anos que estava prestes a ver tudo a mudar. “Foi uma viagem que mudou a vida por completo. Profissional e pessoalmente”, recorda Ruah de sorriso na voz. Um vírus equalizador põe Lisboa e Los Angeles no mesmo plano distante devido à quarentena generalizada.

Em 2009 falava de como se ia tornar no novo rosto de uma série da CBS, Investigação Criminal: Los Angeles, e do telefonema para um papel no filme Red Tails, produzido e escrito por George Lucas. “Ligaram-me para as duas coisas na mesma semana, estava tudo a acontecer ao mesmo tempo, foi incrível.” Já não precisava de um plano, dizia a actriz, sem saber que ganharia um lugar quase cativo na televisão americana e mundial e que se tornaria num novo rosto da peculiar categoria “portugueses de sucesso lá fora”.

Agora descreve ao Ípsilon uma carreira de uma working actress: grata pela estabilidade, entusiasmada por mudar de ritmo para uma mini-série portuguesa ambiciosa em que interpreta uma espia acidental ao lado de Maria João Bastos, Marco d’Almeida, Adriano Carvalho ou Diogo Morgado. E que planeia enveredar pela produção num futuro já sem as restrições do novo coronavírus. Começou nas novelas (a estreia foi com Jardins Proibidos) e em 2018 apresentou a final da Eurovisão com Filomena Cautela, Sílvia Alberto e Catarina Furtado. Arranja tempo para ver televisão (está a ver a série Unorthodox da Netflix) e, aos 35 anos, não troca parte dos seus poucos meses de paragem de uma série de polícias e ladrões e do tempo em família por um bilhete para qualquer viagem no ritmo febril de produção audiovisual mundial. A Espia, diz a autora da ideia da série, Pandora Cunha Telles, “foi escrita para ela”.

 

Em 2009 dizia ao PÚBLICO que “já não precisava de um plano”. Vivia há dois meses e meio em Los Angeles. Passou-se mais de uma década, uma vida. Casou-se, teve filhos. Sabia que queria trabalhar no estrangeiro, mas nalgum plano mais sonhador se via fazer carreira e vida no centro da indústria?
É interessante porque foi uma frase muito inexperiente. Ter começado a gravar o Investigação Criminal: Los Angeles e ter achado que era um projecto duradouro… agora que estou nesta indústria sei o risco que existe. Era a confiança de alguém que julgava “consegui entrar numa série, agora é para ficar”. Por acaso, deu. Mas o mais provável é que não tivesse acontecido. Sempre quis trabalhar no estrangeiro, os meus pais viviam nos EUA quando eu nasci [em Boston], depois voltaram para Portugal. Tendo um passaporte americano, tendo andado no colégio inglês, não fazia sentido pelo menos não tentar. Especialmente para uma carreira nesta indústria. Atiramos as sementes ao vento. Depois há uma que há-de dar.

“Quando fazemos uma colecção das melhores cenas como exemplo do nosso trabalho é bom ter coisas diferentes do que faço em Investigação Criminal — uma mulher moderna, mais maria-rapaz, mais bruta, e agora uma mulher dos anos 1940, da alta sociedade, educada, idealista, ligeiramente rebelde”

Mas não me esqueço que comecei nas telenovelas em Portugal. Para mim, mais do que a escola Lee Strasberg em Nova Iorque, mais do que o meu curso universitário de artes performativas, a maior experiência e aprendizagem aconteceram a fazer novelas. Pelo número de cenas que se fazia por dia, por gravarmos cenas de vários episódios diferentes no mesmo dia, temos de ter uma concentração e um trabalho de equipa que é uma aprendizagem enorme.

 

O que lhe deve ter dado mais ginástica para uma série como Investigação Criminal que, só no calendário, é um dos tipos de trabalho mais exigente com mais de 20 episódios por temporada e pouco tempo para outros trabalhos. De que maneira é diferente?
Uma das coisas mais óbvias é o número de páginas que se grava por dia. Em Portugal gravamos umas 30-50 páginas por dia e cada cena é muito mais rápida a gravar porque há a quarta parede, que é a câmara – nunca se vê para além dela. Nos dramas americanos de uma hora gravamos um dia com 12 páginas em ângulos de 360º. Demora muito mais tempo. E claro, não se pode ignorar a parte financeira. O mercado americano é muito maior e permite um maior investimento nas séries.

A Espia, uma mini-série ambiciosa, é o primeiro trabalho de ficção que faz em Portugal desde 2008

Mas em Portugal mesmo com menos dinheiro o que conseguimos produzir é extraordinário. Não só ganhamos prémios nos Emmys internacionais como agora no que se vê n’A Espia – o nível de produção é lindíssimo. O director de fotografia Luís Branquinho e a realização do Jorge Paixão da Costa fizeram com que cada imagem parecesse um quadro dos anos 1940. Parece cinema. E temos acesso a coisas muito ricas que o país nos oferece e que nos EUA têm de ser construídas. Para um actor saber que está a gravar num prédio usado para os espiões se encontrarem é muito mais interessante do que estar num plateau.

O produtor de A Espia Pablo Iraola disse ao PÚBLICO que há mais de cinco anos lhe garantiu: “Quando voltares a trabalhar em Portugal, é connosco”. O que é que A Espia tem para voltar a filmar no país – e o que contribui para a sua carreira?
Tenho muito pouco tempo de descanso da nossa série porque gravamos cerca de nove meses por ano. Para abdicar do descanso tem de ser para um projecto que me desafie criativamente. Já sabia que gostava de trabalhar com a Ukbar Filmes, porque conheço o trabalho deles, que é excelente. Quando li o guião apaixonei-me. Soube que era o Jorge Paixão da Costa a realizar – impossível dizer que não. Descreveram-me o elenco, um elenco de ouro – e nem sequer me estou a incluir [risos]. Nos oito episódios da série não há um elo fraco. A combinação de tudo isto faz com que a decisão fosse muito fácil.

É também uma oportunidade de ter uma imagem diferente para mim. Quando fazemos uma colecção das melhores cenas como exemplo do nosso trabalho é bom ter coisas diferentes do que faço em Investigação Criminal – uma mulher moderna, mais maria-rapaz, mais bruta, e agora uma mulher dos anos 1940, da alta sociedade, educada, idealista, ligeiramente rebelde. No final da série ela veste calças, uma coisa que as mulheres portuguesas não faziam na altura. É quando como vestimos uma roupa bonita para fazer a passadeira vermelha. A nossa postura muda. É meio caminho andado para a construção da personagem.

PAUL SMITH


Em 2009 falávamos com o novo rosto de uma série da CBS. Agora Daniela descreve-nos uma 
working actress: grata pela estabilidade, entusiasmada por mudar de ritmo para uma mini-série portuguesa ambiciosa.

Nem todos os actores gostam ou conseguem ver o seu trabalho e analisá-lo a posteriori.
No princípio, quando fazia novelas aos 16 anos, era esquisito. A voz tão aguda, “ai que horror este ângulo da minha cara”. Mas faço questão de ver os meus trabalhos por respeito ao realizador, à produção e a todo o trabalho que existe para fazer um episódio. Acho importante vermos o nosso trabalho, o dos outros actores. Faz parte do trabalho de equipa. E essa sensação esquisita de nos vermos… já estou tão habituada a ver a minha cara, a falta de simetria, o ângulo esquisito já não me atrapalha. É o que é [risos].

Há uma altura em que a sua personagem se emociona com a história de uma menina que, por ser judia, não pode ir à escola. O tema da II Guerra é mais do que uma história ficcional na história da sua família. Isso acrescenta algum sentido pessoal ao decidir que é este o projecto para voltar a Portugal?
Grande parte da família do meu avô materno foi assassinada durante o Holocausto, por isso toda a história da II Guerra é-me bastante próxima. Falei muito com os meus pais sobre as repercussões dos meus avós terem vivido nesta época, sendo judeus, em Portugal. Ainda me lembro que o meu avô Max Korn, pai da minha mãe, nas almoçaradas e jantaradas em família separava as folhas dos guardanapos e ainda as rasgava ao meio para distribuir pelos netos, naturalmente por ter vivido numa altura em que se racionava tudo, e estes hábitos mantiveram-se com ele até falecer.

Há um livro sobre os espiões em Portugal nos anos 1940 em que descobri, completamente ao acaso, que o meu avô Max e o meu bisavô trabalhavam com a resistência dos aliados passando informação. O meu avô nasceu na Polónia mas cresceu em Portugal e isto foi uma coisa muito interessante de descobrir. Ele morreu em 1999 e nunca tive oportunidade de lhe perguntar… se soubesse o que sei hoje tinha-me sentado com ele e feito as perguntas todas sobre o que ele viveu nos anos 1940 e as repercussões disso. O meu pai contou-me também a história de que já o meu outro avô simpatizava com Salazar e terá mesmo sido médico dele.

Os projectos de época têm desafios próprios. O que envolveu construir a sua personagem?
Gostava de reconhecer as equipas que construíram a imagem das personagens, seria difícil construir a personagem sem lhe vestir a pele. O cabelo e a maquilhagem foram muito estudados e testados, e fizeram grande parte da minha integração na personagem. Na construção da Maria João [Mascarenhas], tive de desacelerar o passo e alterar a minha postura. Quando começámos a gravar A Espia, tinha acabado de terminar a 10.ª temporada de Investigação Criminal e tive de me concentrar em despir a Kensi. O Jorge Paixão da Costa foi fenomenal em guiar-me durante a rodagem.

“Os papéis que mais me aparecem são de mulheres com alguma força. Nunca me ofereceram um papel de uma mulher frágil, que precisasse de muita ajuda… De donzela em apuros…”

Interpretar a mesma personagem, a agente Kensi Blye, há uma década é um privilégio ou uma responsabilidade acrescida?
É um privilégio. Não existe lado negativo da oportunidade que tive de interpretar uma personagem durante 12 anos. Não só porque há 12 anos que estou empregada, para um actor isso é importante, como facto de poder ter tido os meus filhos enquanto estava a gravar a série. E até aos dois anos e meio vieram comigo trabalhar. Gravamos cada episódio, um de cada vez, em sete dias úteis. Tenho um horário previsível, não tenho a preocupação sobre se o próximo trabalho vai ser em Nova Iorque, por exemplo.

O factor estabilidade é muito importante para si na carreira?
Claro que sim. É muito raro conseguir este tipo de estabilidade e isso passa para a minha vida de casa e para os miúdos, consigo ir buscá-los e pô-los à escola com frequência.

Sente falta de trabalhar noutros formatos que não o da série, e o televisivo? Cinema, teatro…
Sim, claro. O único problema do teatro é que de momento não estou disposta a abdicar de todas as minhas noites, por exemplo. Especialmente se estou a gravar a série. Criativamente, gostava muito.
Antes de ter filhos fiz a peça Proof [do dramaturgo David Auburn], foi muito enriquecedor. Engravidei do meu filho no último fim-de-semana dessa peça. Intencionalmente. Foi tudo perfeito, consegui fazer uma peça antes de ter filhos e lá continuei a gravar a série e pude ter todo o tempo do mundo para acompanhar os meus filhotes. Vê-se nas redes sociais que tenho assim aquela obsessão de fazer coisinhas e aventuras com os miúdos. É o melhor papel do mundo, o mais frustrante e o melhor [risos].

Que é algo diferente do seu perfil televisivo. Consegue evitar o typecasting da mulher atlética, quase uma heroína de acção, quando quer fazer outras coisas?
É uma pergunta interessante porque os papéis que mais me aparecem são de mulheres com alguma força. Nunca me ofereceram um papel de uma mulher frágil, que precisasse de muita ajuda…

De donzela em apuros…
Exactamente. Normalmente são mulheres mais rebeldes ou com muita força de vontade. A Kensi é uma mulher fisicamente forte, mentalmente já superou obstáculos como ser raptada pelos taliban, bate em homens muito maiores do que ela para os prender. A Maria João não tem a fisicalidade da Kensi mas impõe-se, sabe o que quer, não se deixa pisar. Nesse sentido, há um typecast porque interpreto mulheres com força, nem que seja mental. Daí ter feito o Proof, a Catherine tomou conta de um pai que sofria de esquizofrenia e não sabe se tem a mesma doença. Fui eu que abordei a companhia com a peça porque quis fazer um papel mais fragilizado. Se não nos dão, vamos buscar [risos].

É um daqueles chavões dizer que Joaquim de Almeida é um pouco o “nosso actor em Hollywood”. Entretanto, há mais de dez anos ocupa um lugar similar e a sua série passa semanalmente na TV portuguesa. Essa ideia entrelaça-se, ou pesa, na gestão da carreira?
Apesar de estar cá há 12 anos e poder haver uma imagem de embaixadora sobretudo para os mais novos, há que ter em atenção que [só] fiz dois trabalhos [grandes] nos EUA. Não tenho o currículo riquíssimo que o Joaquim tem, espero vir a ter. Não me pesa porque não tenho impulsos negativos que tenho que controlar porque os mais novos olham para mim e querem fazer o que estou a fazer. Faço o que faço, se alguém encontra alguma força e inspiração nisso, fico feliz.

Estes são também tempos de produção febril na televisão. Ao estar num canal tradicional e numa série longa, teme perder oportunidades no plano das mini-séries e outros projectos ou plataformas inovadoras? A Espia permitiu-lhe experimentar um pouco disso?
Absolutamente. As mini-séries são muito interessantes porque temos ideia do percurso das personagens um pouco como se faz em cinema. Gosto de poder planear o arco da minha personagem. Não digo que não a nada. Desde que me sinta criativamente desafiada vale a pena. Um bom guião, um bom realizador, um bom elenco e um desafio criativo – e depois, claro, a disponibilidade. É o mais importante e não o formato em si.

Mas agora com a pandemia da covid-19 vivem-se tempos inesperados, e também em Hollywood. De que forma isso afectou o vosso trabalho?
Só ficou um episódio por gravar, que será o primeiro episódio da próxima temporada. Não ficámos muito afectados em comparação com outras séries que ficaram com cinco ou seis episódios por fazer ou que tinham acabado de começar uma temporada e ficaram sem nada. Mexeu muito com Hollywood, mas é perigosíssimo numa altura de pandemia não se parar uma produção. É muito complicado para as equipas técnicas, que ganham à semana.

O cenário da quarentena igualou a vida em Los Angeles ou Portugal em certas rotinas…
Sim, há filas à porta do supermercado, está tudo de máscara e de luvas descartáveis. Tem sido um choque enorme nos EUA, um dos países mais poderosos do mundo, a falta de ventiladores ou materiais médicos muito básicos para os cirurgiões, os enfermeiros, os serviços de limpeza se manterem em segurança. Não há testes suficientes.

E temos uma falta de liderança enorme quando temos um Presidente que durante muito tempo disse ‘não se preocupem, isto é como a gripe, podem ir trabalhar’ e só muito tarde decidiu que é preciso ficar em casa. Mesmo assim há muita gente zangada por ter de ficar em casa porque a economia vai abaixo. A economia volta a subir, compreendo que há muitas pessoas a ser despedidas, o desemprego está a um nível absurdo. Dizer isto pode criar alguma mágoa – “ela é actriz, está em casa e ganha bem e pode sustentar-se”. Não digo isto com ignorância, mas temos de pensar que temos de fazer um sacrifício ou morrem milhares de pessoas.

Por outro lado, há uma [nova] sensação de humanidade, as pessoas a fazer máscaras para os trabalhadores dos serviços, a tocar música à janela, actores como o meu cunhado [e seu co-protagonista Eric Christian Olsen], Josh Gadd e Dolly Parton que estão a ler livros de crianças para manter as pessoas entretidas… É maravilhoso.

Investigação Criminal: Los Angeles foi a série mais revisitada pelos espectadores numa das semanas de quarentena nos EUA. O que é que isso acrescenta à ideia que já tem da série e do papel e longevidade que ela tem?
Ei! [Risos] Fico tão feliz. Quando já temos um sentimento tão positivo em relação ao trabalho que fazemos, isso ser reconhecido pelo público que gosta de ver os episódios repetidamente é muito bonito. Se estão tristes ou chateados em casa e escolhem repetir episódios da nossa série [isso] faz com que valha tudo a pena. Ao fim de 12 anos, com um pico de produção, tantos sítios para ver séries e tantas séries para ver, obviamente as audiências baixaram – começámos por ter 16 a 18 milhões de espectadores e agora se calhar temos uma média de oito, nove. É uma série em que o bom da fita ganha, os maus são apanhados, e as pessoas estão a precisar de uma dose de positivismo numa época tão negativa.

Fica fora do circuito das revistas cor-de-rosa apesar de tanta visibilidade. Celebridade, paparazzi, privacidade. O que é que estes conceitos significam para si?
Não faço nada no meu dia-a-dia que requeira tanta atenção. Não vou às discotecas, não me embebedo na rua, não ando a trair o meu marido. Há várias coisas que explicam o interesse dos paparazzi: a idade média das pessoas que seguem as celebridades, por exemplo. Os adolescentes e os que estão na casa dos 20 lêem as revistas, criam interesse e vendem-se as fotografias ou histórias. A idade das pessoas que me seguem se calhar não é tão jovem. E mesmo os meus fãs mais novos são super protectores. Tiraram-nos fotografias numa cena de luta que gravámos na praia, estava de vestido e tinha calções mas num dos pontapés viu-se os calções cor de pele. Não saiu em nenhuma revista, só na internet, mas não liguei muito. Uma fã contactou-me dizendo que já tinha pedido à pessoa para a retirar. Os próprios fãs cuidam muito de mim, they have my back. Com as redes sociais, ‘posto’ tanto da minha vida, os miúdos, as nossas actividades, o que é que o paparazzi vai contar que não contei já?

Situação das mulheres em Hollywood, paridade salarial, #MeToo: como se vê tudo isto a partir do interior da indústria?
Vou ser completamente sincera: no meu ambiente na CBS e da série nunca senti nada que não fosse justo. Mas sei que o meu caso não é o de muitas mulheres e o movimento #MeToo ganhou fôlego porque abriu o jogo ao público para que se perceba o que era viver nesta indústria, mas também na política por exemplo. Infelizmente pode não ter mudado muito, mas cortando-se a cabeça do monstro, neste caso o Harvey Weinstein, vários homens já têm medo e sabem que devem portar-se bem. Já não era sem tempo e sempre que uma mulher realiza, produz ou toma uma posição de liderança fico a torcer por ela. É um movimento importantíssimo, como o movimento para aumentar a diversidade nas equipas de trabalho. O mais importante é os ambientes de trabalho representarem a população, que é diversa.


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